sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Os Fundamentos da Vida

O sal da vida é o serviço desinteressado. O pão da vida é o amor universal. A água da vida é  a pureza. A doçura da vida é a devoção. A fragrância da vida é a generosidade. O pivô da vida e a meditação. O objetivo da vida é a Auto-realização. Portanto, sirva, ame, seja puro e generoso. Medite e realize.

(Daily Readings - Swami Sivananda - p.110)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Objetivo do Self Superior Inerente à Vida

A emancipação final através da realização da união do Jivatman com o Paramatman é o único objetivo; e isto se consegue por meio de vigorosa Sadhana. Perseguir qualquer outro objetivo é buscar a dor e o terror em um novo nascimento. Uma vida tranquila através da adequada compreensão de Deus, do mundo e do Jiva; uma morte tranquila é assegurada por uma clara consciência onde brilha o conhecimento do Self Imortal.

(Daily Readings - Swami Sivananda - p.109)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Divindade:O Objetivo da Aspiração

Saiba que você busca e busca. Não percebe que o que você persegue aqui falha em lhe dar aquilo que você verdadeiramente busca e desaparece como uma miragem? Nada sobre a terra pode lhe dar alegria suprema, felicidade eterna, verdadeira bem-aventurança. Juventude murcha como a flor da noite, a força desaparece qual um rasgo na nuvem, a beleza  do corpo abre caminho para a feia morte! Seus centros de prazer zombam de você, pois você confundiu a dor com o prazer, a noite com o dia, miragem de água! O verdadeiro objetivo de sua aspiração, o verdadeiro objetivo de sua busca, o único propósito para o qual você vive sua vida aqui, é a realização da Imperecível Bem-Aventurança da Divindade interior.   

(Daily Readings - Swami Sivananda - pg. 109)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Curso de Culinária Vegetariana II - 3 de agosto 2014



Fontes Empíricas de Bem-Aventurança

 Comer com moderação, respirar profundamente, falar gentilmente, trabalhar energicamente, banhar-se por completo e possuir uma longa vida. Cultivar um coração terno, ajudar ao próximo, falar bondosamente, uma vida de serviço, visão e atitude imparcial. Sua vidá será enfim abençoada.

 Da dor surge a filosofia do "Quem sou eu?", do sofrimento surge a resistência; de uma vida de serviço desinteressado, um coração compassivo, da adversidade surge a força de vontade; da fé surge a beatitude final; e da meditação a unidade com o Infinito.

(Daily Readings - Swami Sivananda - p.108)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Paz do Self Interior

Paz é serenidade e tranquilidade absolutas, em que todas as fantasias e ideias, divagações e imaginações, humores e impulsos, emoções e instintos param de atuar completamente e a alma individual repousa sua própria glória primitiva num estado imperturbável. Não é, na verdade, a condição temporária de quietude mental de que fala a pessoa mundana quando se retira por um curto período para um bangalô solitário na floresta para um breve retiro. Paz é o reino de infinita felicidade e eterna radiância, onde cuidados, preocupações, ansiedades e medos que atormentam a alma, não ousam entrar; onde todas as distinções sociais, crenças e cores desaparecem totalmente no abraço do Amor Divino e onde desejos e súplicas são plenamente saciados.

(Daily Readings - Swami Sivananda - pág. 107)

domingo, 27 de julho de 2014

A Conquista da Felicidade


Não zombe nem desagrade a ninguém. Seja sempre alegre. Não olhe para trás: faça firme progresso no caminho da bondade. Dispa-se de todo desejo e raiva. Expulse o orgulho Volte seus olhos para o interior. Contemple. Você experimentará verdadeira felicidade.

(Swami Sivananda - Daily Readings - pag 107) 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Santos da India - Sábio Narada

Autobiografia do Sábio Narada




(Uma narrativa da evolução espiritual do sábio Narada, em suas próprias palavras)



Fui filho de uma pobre criada. Meu pai faleceu quando eu era ainda muito jovem e nada me lembro dele. As únicas lembranças que tenho são aquelas de minha mãe. Após a morte de seu pai, minha mãe começou a trabalhar realizando pequenas tarefas domésticas na casa de um Brahmin. Cresci nesta casa.

Minha mãe tinha que trabalhar o dia todo. Lavar roupas, limpar utensílios, etc  fazia parte de suas tarefas diárias. Eu costumava perambular atrás dela na casa ajudando-a com essas tarefas. Isto agradava muito minha mãe. Ela era extremamente amorosa e costumava demonstrar ternamente essa afeição. Por se tratar de seu único filho, ela nutria grandes esperanças com relação a mim. Ela acreditava que seu filho cresceria, teria um trabalho adequado e então casaria. A nora poderia provê-la com toda a felicidade que ela pudesse querer.    

Um dia um grupo de sadhus em peregrinação apareceu em nossa aldeia. As pessoas  pediram para que eles permanecessem por alguns meses de modo a nos beneficiar da convivência de suas sagradas companhias. Os aldeões fizeram preparativos para suas estadias. O Brahmin em cuja casa eu estava morando me levou aos sadhus e disse a eles: “Ele é o filho de uma pobre viúva. Queiram deixá-lo que fique à disposição. Ele será útil para buscar flores, folhas de Tulsi etc. para seus rituais. Ele fará tudo o que disserem para fazer”

Dessa forma comecei a servir aos santos. Na verdade é raro obter darshan de santos verdadeiros.  Mais raro ainda é uma chance de servi-los. Mesmo se temos uma chance de servi-los, é difícil desenvolver plena fé neles.  Na realidade, quem permanece 24 horas na companhia de santos é obrigado a observar suas falhas também. Somente Deus é perfeito. Aquele que vive neste corpo sujo, entretanto pode se tornar um grande santo, está sujeito a muitas falhas. Mas um santo perfeito nada pode fazer. Sua perfeição não o deixaria viver separado de Deus, que, por definição, é neutro. Em tal cenário, como podem santos benevolentes nos conceder a graça de sua compaixão (uma vez que suas próprias “neutralidades” os tornaria incapazes de agir). Entretanto, somente aquele que possui fé suprema nos santos pode colher as ricas recompensas de suas companhias.

Desenvolvi duas qualidades favoráveis desde a infância. A primeira foi a de  levantar cedo antes do nascer do sol. Este auspicioso momento é conhecido como “Brahma Muhurta” e corresponde  aproximadamente a 3:30 AM. Meu guru, que era o lider dos sadhus, costumava acordar as 4:00 horas. Eu me prostava perante ele logo que me levantava. Isto o agradava imensamente. Os santos gostam daqueles que se levantam cedo. Minha segunda qualidade era falar muito pouco. Isto também cativa os santos, que não apreciam falatório. Eu costumava ficar perante meu guru com as palmas das mãos unidas. Humildade é uma característica necessária para se obter a graça dos santos. Na verdade isto é o maior mérito da pobreza. Ela traz consigo a resignação e a submissão. “Eu não tenho um único tostão. Sou um analfabeto. O que teria para me orgulhar?” Essas emoções que acompanham a pobreza destrói o nosso orgulho. O dinheiro por outro lado inevitavelmente fortalece nosso orgulho. 

Meu guru costumava discursar regularmente para os aldeões. Pela manhã ele costumava falar sobre as Upanishads e a noite ele narrava as doces estórias do Senhor Krishna, que era seu Ishta-Devata. Ele possuia imensa afeição por Krishna na forma de bebê.  Sempre que ele começava a lembrar do Senhor, lágrimas brotavam de seus olhos sufocando sua garganta. Ele possuia uma afeição extrema pelas estórias de Krishna e as narrava de uma maneira que afetava imensamente os ouvintes. Eu também desfrutava profundamente dessas estórias, particularmente aquelas sobre os amigos vaqueiros de Krisha, que, assim como eu, não tiveram educação nem possuíam nenhuma riqueza, mas que ainda assim eram os favoritos de Krishna.

Tais eram as vívidas descrições de krishna por meu Guru. Eu era uma criança, mas muito influenciado por essas estórias. Deus ama as crianças, que imediatamente entram em Suas câmaras interiores. Aquele cujo coração for puro, este será favorecido por Deus.

Um dia meu guru me concedeu excepcional graça. Foi num festival onde havia celebração em todo lugar. Eu estava a serviço desde manhã. À tarde, após o almoço dos santos, fui para dentro colher seus pratos. Meu guru estava lá sentado. Na realidade, é somente o carinho de um santo que é puro. O amor dado por este mundo é egoísta. Para aquele que obteve de Deus, não existe mais nada a se obter, e ele não possui outro interesse além de Deus. Somente aquele que experienciou Deus dessa forma é capaz de amar de forma totalmente desinteressada. O olhar de um verdadeiro santo está sempre brilhando com o orvalho do amor.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Maha Shivaratri - Dia 27 de Fevereiro de 2014

Mais uma vez comemoramos o Maha Shivaratri na DLS São Paulo. Apesar da festividade ter ocorrido próximo ao feriado de carnaval, o evento foi bastante concorrido, com a presença de alunos, visitantes e devotos. O evento contou com kirtans, palestra do Mestre, entoação de Mantras por 3 horas, prosseguindo com o ritual do Linga, Arati e finalizando com Prasad. Seguem algumas fotos para registro do evento. Namastê!