terça-feira, 16 de maio de 2017
quinta-feira, 4 de maio de 2017
29. O Reino dos 10.000 Despertares
Tempos
atrás, havia um escritor que viajava com frequência a Índia e que uma vez veio visitar
o Ashram. O título de um de seus livros era “A Terra de 10.000 Budas”. Um
título significativo! Sabemos de apenas um Buda, o único histórico
"Despertado", que fez seu advento há mais de 2.500 anos. Ele nasceu
em uma família real, cresceu em luxo, se casou com uma bela princesa e tiveram
um menino. Não se podia imaginar uma vida mais idílica. No entanto, lentamente,
um despertar surgiu em seu coração e mente. Ele teve visões que o colocaram pensando
profundamente na vida e no que ela representa. Todo o seu ser foi incendiado por
esta luz de despertar, enquanto ele ponderava profundamente o que tinha visto e
o que ele tinha sido capaz de sentir e entender. O momento de virada lançou-o num
vasto reino numa busca ao desconhecido. Da comodidade do luxo real, ele foi
para a floresta em busca de algo que o levaria além da tristeza. O caminho deveria
levá-lo à bem-aventurança suprema onde a tristeza deixaria de existir. Pois ele
viu este mundo como uma bola de fogo quente dentro e por fora. Ele percebeu que
não existe um pingo de felicidade aqui. É um lugar de inveja, ciúme, ego,
raiva, frustração, ódio e uma centena desses estados.
Tais
estados psicológicos atormentam o Ser que, na verdade, está supremamente acima
e além desses estados, intocado por qualquer condição psicológica, a Realidade imutável
que é a grande quietude, a grande paz. Aquele Ser afastou-se dessa experiência
e envolveu-se em coisas que acontecem numa parte muito, muito mais profunda da
personalidade humana. O indivíduo afasta-se do seu centro e se enreda no
não-Eu. Sankaracharya descreve esse processo em sua grande e inspirada obra,
Vivekachudamani. Ao descer para um estado de identificação com o não-Ser, em
vez de permanecer sempre em seu próprio Ser, a consciência entra num plano
inferior devido à ilusão, devido à falta de discriminação correta, devido à
falta de distinção entre o eterno e o não-eterno. Devido a esse equívoco
original, esse pecado original de nos identificarmos com o não-Eu e de nos
envolver neste universo de "coisas", nos permitimos nos sujeitar às
aflições que surgem desse ego inexistente. O ego, que não é nada, parece ser
tudo por causa do poder que lhe é dado pela nossa identificação com ele.
terça-feira, 2 de maio de 2017
28. Compreendendo - Thou Art That
Quando
os Upanishads se dirigirem a você e declaram: "Tu és Isso", deveria
estar muito claro em sua mente o que o termo 'Tu' significa. Então, apenas
quando isso for apreendido com clareza e receptividade sutil, você poderá
realmente e imediatamente entender o que 'Isso' significa e como essa relação
de unidade é possível. Se você achar que com o termo 'Tu' os Upanishads querem
dizer você que está ouvindo com seus ouvidos e tentando compreender com sua
mente e entender com seu intelecto, então o próprio propósito da declaração será
frustrado. Se para você o termo 'Tu' ainda parece significar uma entidade
física, isso significa que você ainda está se identificando com o corpo, mente
e intelecto. Enquanto você estiver nesse nível de compreensão, os Upanishads falharão
na missão, pois eles não estão se referindo a isso.
Quando
os Upanishads dizem 'Tu', eles não estão utilizando a linguagem humana, mas estão
tentando transmitir uma experiência divina. Eles não estão usando sânscrito,
inglês, hindi ou qualquer outra língua. Eles estão declarando uma experiência
que é imponderável, além do conhecimento da mente ou da apreensão da
inteligência, "de onde todo o discurso retorna à mente, sem conseguir
compreender". Então, se ao invés de tentar entender o termo "Tu"
nesse nível - onde a mente e o discurso não alcançam e retornam incapazes de
compreendê-lo - e você insiste em dar um significado num nível físico e
psicológico, então a implicação oculta de 'Tu' ainda não despontou em você.
Eles não estão dizendo que 'Sr. Fulano' é Brahman. Isso é uma coisa absurda.
terça-feira, 18 de abril de 2017
27. O Centro do Problema Espiritual
Qual
é o centro do problema espiritual da alma individual sobre este plano terreno,
que está em um estado de escravidão limitada à uma consciência individual? É
importante tentar compreender ou chegar à essência deste problema metafísico da
alma aprisionada numa estrutura feita de carne e ossos, presa numa rede de
pensamentos constantes e incessantes. Estes constituem uma malha interior na
qual somos capturados e mantidos firmemente, pois a identificação com as
dimensões psicofísicas de nossa personalidade é tão total, que se tornou
normal. Tornou-se a única consciência que conhecemos. Tornou-se nossa condição
natural, embora a psicologia védica a descrevesse como anormal. Ela é uma
aberração.
Swami
Vivekananda, tentando fazer sua plateia ocidental compreender este sutil ponto
metafísico indicou há cem anos atrás, utilizando o termo “des-hipnose.” Quando
eles sugerem que afirmações da Vedanta como “eu sou o Atman, sou imortal, sou
sem nome e forma,” fosse apenas uma
forma de auto hipnose, ele respondia: “Pelo contrário, temos sido hipnotizados pelo
pensamento, “eu sou este corpo, sou um ser humano, sou fulano e beltrano,
pertenço a este família e país.” O que a Vedanta pretende fazer é des-hipnotizá-lo
da condição de hipnotizado que você se tornou nascimento pós nascimento de errôneo
pensar.”
terça-feira, 28 de março de 2017
sexta-feira, 24 de março de 2017
26. Brahman no Tempo e Espaço
Dizem-nos
que o supremo, que a suprema realidade divina confunde pensamento, raciocínio e
linguagem humana. É transcendental, além do espaço e tempo, não manifestada.
Como podemos, ligados a uma consciência limitada e confinada por fatores de
tempo e espaço, dependentes unicamente do instrumento interior feito de mente e
intelecto, como esperaremos ser possível compreender aquela grande Realidade?
Ele,
sendo imponderável, parece impossível. No entanto, aqueles que escalaram as
imensas alturas da realização do Absoluto, descobriram quando desceram da superconsciência
e da experiência transcendental que outra faceta desta grande Realidade existe.
E esta foi uma descoberta tão grande, tão maravilhosa que seria a melhor coisa
para compreendê-la, viver nessa verdade e basear nossa sadhana nessa verdade.
Isso faria uma mudança revolucionária na qualidade de nossa vida espiritual.
E essa segunda faceta que eles experimentaram
e que os dominou, eles têm compartilhado conosco. É a verdade que o Deus supremo
todo poderoso, o Ser absoluto, que é absoluto insondável e além da mente e do
intelecto, é ao mesmo tempo manifesto na dimensão relativa e finita. Caso
contrário, não haveria possibilidade de nossa busca espiritual, nossa aspiração
ou nossa realização. Tudo isso seria impossível. O que esses grandes homens de
sabedoria descobriram que este Ser transcendental, além de tempo e de espaço, quando
manifestado no tempo e espaço, é VOCÊ! Considere isso! Transcendendo tempo e
espaço, é esse Brahman. Quando esse mesmo Brahman se manifesta no tempo e no espaço,
esse grande Brahman é VOCÊ!
Portanto, seja o que você é. Viva a vida como uma manifestação do que você é, isto é, divindade. Viva uma vida assim. Disperse divindade em tudo que você fizer todos os dias de sua vida. E quando chegar a hora, vá rindo da chamada fim da encarnação nesta terra. Pois não tem sentido para você. Não existe fim; você é eterno, infinito. Estejam despertos e conscientes deste grande fato que Deus, manifestado em espaço e tempo, não é ninguém senão você. Faça da sua vida cheia de uma manifestação deste fato. Viva sua vida cheia de uma radiante qualidade divina. Viva com alegria; viva com luz. Espalhe esta alegria e luz cada minuto, com cada respiração, em toda parte, todos os dias de sua vida.
(Extraído de sivanandaonline.org - tradução livre)
terça-feira, 21 de março de 2017
25. A Vida é Sustentada pelo Sacrifício
Toda
a vida na terra se torna possível pelo sacrifício. Toda a vida na terra é feita
por este processo de doação, a oferta de si mesmo para o benefício do todo. A
chuva que pode estar caindo lá fora é o resultado direto das nuvens chuvosas se
entregando. Este sacrifício no céu é recebido como água pela terra ressequida,
que por sua vez, dá de sua própria essência na forma de todos os grãos e frutas
e vegetais que nutrem e sustentam todas as criaturas na terra. Esta oferta das
nuvens é possível graças a auto entrega das águas do oceano, que abundantemente
se doam, ilimitadamente, sem limites. Então é esta terra sustentada pelo
sacrifício. Cada parte doa de si mesmo para o benefício e felicidade de todos, e
para a vida e para a existência e sobrevivência de todos. E, se você se oferece
ao Senhor que é mais que tudo, ele atende e Ele oferece a Si mesmo para você, e
então não há nada que Ele não faça por você. Ele não só o libertará de todas as
amarras que prendem você aqui, como Ele o libertará para sempre se oferecendo Ele
mesmo na forma de emancipação e perfeição divina. Esta é a eterna promessa: se
você se entrega a Mim, então, na verdade Eu Me entrego a você.
Assim,
a vida é permeada pelo espírito de sacrifício, que é a oferta de si mesmo para
o benefício de tudo o mais. A vida é sustentada, a vida e beneficiada, a vida é
tornada possível, e a vida é abençoada pelo espírito de sacrifício. Aquele que
percebe esta verdade que prevalece na vida humana e que mantem esta cadeia de
sacrifício é sábio. Beneficiando a todos, esse indivíduo se beneficia a si
mesmo. Tornar-se egoísta e centrado em si mesmo, querendo que o mundo ofereça
tudo para o próprio benefício é um triste erro que ao final resultará na
própria estagnação, porque o sacrifício e um processo contínuo. É um movimento
perpétuo em direção à paz, felicidade e perfeição. Inverter este processo e querer
que toda criação funcione para o nosso benefício é se colocar num estado de contradição
com toda a lei da vida, com o plano da vontade de Deus.
segunda-feira, 20 de março de 2017
24. A Mais Importante Descoberta de Nossos Videntes dos Upanishads
O
Criador que brilha entre todos os seres criados, que está mais próximo deles
do que qualquer outra coisa, que é mais seu próprio do que qualquer outra
coisa, aquele Ser que não é conhecido por eles. Estando mais próximos de nós,
não O sentimos. Presente em todo lugar, não O percebemos. A esta falta de
percepção foi dado o termo metafísico “maya”.
Devido a maya o sempre presente não é
reconhecido, o sempre próximo é tido como estando distante, podendo ser
alcançado somente com dificuldade. Assim buscamos por aquele Ser que é jamais
encontrado. O que existe é Uno sem um segundo. Uno e somente Uno e não dual é
aquela grande Realidade, eternamente existente, sempre presente, infinita. Não
existe segundo, existe Um e somente Um. O que quer que exista, pertence à Uno sem
um segundo. O termo “maya” é apenas
um termo para descrever o extado extraordinário e inexplicável estado do Ser
Universal, o qual sendo Uno e não dual está presente em todo lugar, ainda que
não reconhecido ou compreendido. Não é nada, mas um algo misterioso que emana
do Próprio Brahman. É a Sua radiância
que aparentemente oculta aquela radiante, e refulgente Realidade.
sexta-feira, 17 de março de 2017
23. A Visão Védica da Vida
Saiba
você ou não, é um fato inalterável que você vive na presença de Deus em cada
momento de sua vida. A visão védica do homem torna-o destemido. Ela faz com que
ele reconheça sua natureza eterna e imortal, sua imperecível natureza divina –
além de nome e forma, que transcende tempo e espaço, sem nascimento ou morte,
supremo, não nascido, eterno, imperecível, imutável. Com base nesta visão,
convencido desta verdade, o verdadeiro seguidor do antigo modo de viver védico
é destemido. Tal pessoa sorri perante a morte; ele sabe que a morte não significa
nada para ele. Isto pode ser aplicado a esta gaiola física de carne e ossos na
qual ele está aprisionado por pouco tempo, mas ele está sempre pronto. Mas,
contudo, ele está sempre preparado para utilizar a vida em sua plenitude e para
o bem suprem de todos. “Somos apenas peregrinos de passagem por aqui. Portanto,
façamos o máximo bem à criação de Deus na qual vivemos e pela qual passamos.”
Portanto,
existe apenas uma grande intenção, um grande objetivo, um grande pensamento: “deixe-me
ser um centro de máximo benefício e benção para todos os seres vivos ao meu
redor.” Este é o verdadeiro ideal védico da vida – viver e estar neste mundo,
não para si mesmo, não para algo mais, mas para o mais elevado bem de todos e também
para suprema benção de si mesmo. O seguidor da visão védica aceita a vida como
um grande presente. Ele reconhece seu valor, e ele tenta utilizá-la para o
melhor desempenho e para o máximo bem de si e de todos. Portanto, ele combina o
mais robusto e prático pragmatismo com o mais alto idealismo transcendental –
destemor absoluto, consciente do grande valor desta breve permanência na terra.
“Sei que tudo é transitório; Sei que todas as minhas conexões são efêmeras.
Contudo, enquanto elas estiverem lá elas possuem significado. Devo pegar a vida
com ambas as mãos e dizer “sim” para a vida com toda a alegria em meu coração,
e devo colocar toda faculdade que recebi de Deus da melhor forma e melhor uso,
tendo apenas um interesse – a felicidade de todos, para o bem de todos, a
serviço do Deus no homem.”
segunda-feira, 13 de março de 2017
Até o Último Suspiro
Entrar
na vida espiritual é uma rara bem-aventurança; é um grande bem. Levá-la a sério
e engajar na sadhana espiritual ativa
é uma segunda bem-aventurança e um bem ainda maior. Mas perseverar na vida
espiritual, progredindo incessantemente, é o maior bem, é o coroar da
bem-aventurança. O indivíduo decide: “Venha o que vier, até que o último
suspiro deste corpo, eu não me desviarei do caminho da sadhana. Até o último suspiro deste corpo, devo perseverar. Devo me
dedicar à vida divina. Serei um yogi; estarei sempre determinado a alcançar o Objetivo.
Nunca devo afrouxar meus esforços, menos ainda, cessar meu esforço. Até o meu último
suspiro devo ser um sadhaka. Venha o
que vier serei um yogi até o fim. Qualquer
coisa pode ser incerta, mas isso é certo. Tudo o mais pode ser indeciso, mas isso
está decidido de uma vez por todas. Estou determinado que a vida espiritual
será a minha vida, o objetivo espiritual será a minha meta. E Deus será a
realidade central na minha vida. Vou viver minha vida para Deus e Sua
realização.
Assim,
se assumirmos com prazer essa atitude de “fazer ou morrer” diante da vida depois
de uma séria deliberação e com firme convicção, isto seria na verdade a
coroação da vida de sadhana do
indivíduo. Este é o maior bem; é a suprema bem-aventurança. E é para tal tipo
de sadhaka que o sucesso chega, o sucesso
é certo, a realização espera. Aqui não existe dúvida ou imprecisão. O Ser
Cósmico se entrega àquele que se doa totalmente ao Ser Cósmico, aquele que está
preparado para viver ou morrer por isso. Isto é certo. Aquele que deixou tudo e
só pede isso, que se entrega totalmente a tal. Essa é a verdade.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
21. Resposta ao Eterno Chamado
A única Grande Realidade, o ser Cósmico, a fonte e a origem de incontáveis universos, sempre permanece única, existência não dual, a Realidade transcendental, presente e oculta como o mais sutil do sutil, além dos sentidos, e algo que a mente e o intelecto não são capazes de compreender. Aquela Realidade é o centro de seu ser. Aquela Realidade é a sua identidade essencial eterna. Possa aquela Realidade brilhar em sua consciência como o verdadeiro “Eu sou” além do pequeno “eu” que domina nossas vidas, que nos puxa, nos empurra, que torce e vira e nos impulsiona para cima e para baixo. Este pequeno “eu”, não é você.
Palavras
que foram proclamadas pelos sábios iluminados e liberados e videntes da era
Védica devem sempre permear sua consciência, habitar em seu coração, direcionar
seu intelecto e guiá-lo por toda sua vida – “Levante-se, desperte e atinja a
iluminação.” Todo o processo de seu ser e fazer, pensar e agir, deve ser este
processo de levantar-se, permanecer desperto e alerta e alcançar a iluminação.
Então sozinhos estamos vivendo. Isto é vida – uma constante ascensão em direção
à consciência Divina, consciência da Realidade, experiência do Self,
Conhecimento. Não existe algo mais elevado do que isso, maior do que isso. É a
realização culminante do pináculo de toda a existência. Queira chamar isto Brahma-Jnana,
consciência de Cristo, Satori, o Supremo Tao ou nirvana... isto é a única,
supremo, experiência não dual que o liberta para sempre da escravidão de si
mesmo. Ela o liberta para sempre deste sonho de estar atado a um conglomerado
não existente de nomes e formas – este universo aparente.
A
rainha Madalasa balançava o berço de seu pequeno príncipe e cantava esta
cantiga, “Você é todo pureza, iluminado e imaculado. Desista deste sono de
ilusão que faz você dar valor ao que não tem valor. Isto é um grande engano.
Isto é a escuridão do sono da não consciência.” Este é o chamado a qual você
deve responder. Este é o chamado dos Upanishads. Desista deste sono profundo de
ilusão. Você é completo. Você sempre brilha como o centro da radiante e
dinâmica consciência Divina no interior de sua aparente personalidade física –
mental. Desperte para a sua Divindade, afirme sua Divindade, reivindique sua
Divindade, e torne a vida uma expressão de sua Divindade. Este é o único ensinamento.
Esta é a única mensagem. Desperte; responda ao chamado. Torne sua vida uma
expressão dinâmica do que você é desistindo de pensar sobre si mesmo como sendo
o que não é. Esta é a única necessidade aqui e agora, no meio deste vale de
lágrimas, você está enraizado na força de sua verdadeira natureza.
A
Realidade nunca muda. Você é o que é. Seja o que é e faça de sua vida uma
expressão do que você é, isto é Divindade. Então a vida torna-se vida
verdadeira, vida autêntica. Que a resposta a este chamado possa ser sua grande
tarefa. Possa isto ser seu alegre dever. Floresça como uma flor de lótus no
meio do lodo deste samsara. Torne-se arraigado na Realidade e celebre sua vida
como uma gloriosa vitória e realização!
(Extraído de
sivanandaonline.org - tradução livre)
Assinar:
Postagens (Atom)






